A Estratégia de Desenvolvimento Local TAGUS 2027 – Valorizar o Ribatejo Interior visa tornar o território atrativo para viver, trabalhar, visitar e investir, aproveitando seus ativos estratégicos.
O diagnóstico realizado destaca um conjunto de fragilidades comuns a todo o território, tendo sido identificadas como as mais desafiantes:
- Abandono e despovoamento das zonas rurais com efeitos na descaracterização da paisagem e no declínio económico do território;
- Dificuldade em fixar população jovem, falta de mão de obra especializada;
- Fraca atratividade das atividades ligadas ao mundo rural, efeitos das alterações climáticas na qualidade de vida e na sustentabilidade dos recursos, envelhecimento da população, ausência ou incipiente cooperação e trabalho em rede;
- Inexistência de uma marca territorial forte e agregadora.
São desafios que ameaçam agravar-se nos próximos anos se nada for feito, originando estrangulamentos no desenvolvimento económico e social do território e na qualidade de vida da população. Reverter esta tendência requer um esforço coletivo no aproveitamento e gestão dos ativos e recursos que são considerados pilares estratégicos na construção da Estratégia de Desenvolvimento Local:
- A Floresta, os Recursos Naturais, nomeadamente o solo produtivo para agricultura, os Rios (Tejo e Zêzere) e a Paisagem;
- Os Produtos Endógenos e Tradicionais com particular destaque para o olival e o azeite, a vinha e o vinho, o sobreiro e a cortiça, a gastronomia e o artesanato;
- E a Cultura e Património nomeadamente o património edificado, o património cultural e imaterial ligado às tradições, aos usos e costumes e as ligações do território a grandes autores da literatura portuguesa (Camões, António Botto, Alexandre O´Neill e Gil Vicente).
Com base no diagnóstico participado e na identificação dos principais desafios e ativos estratégicos do território, foi definida uma visão para o território perspetivando um cenário e uma ambição de futuro traduzida da seguinte forma: “Ribatejo Interior: Um território com identidade para viver, trabalhar, visitar e investir.”
Pretende-se congregar esforços por forma a alcançar um território com identidade assente em fatores diferenciadores e genuínos, com capacidade de atração de pessoas, em especial jovens em idade ativa, de empresas e negócios inovadores e de turistas, garantindo o seu desenvolvimento sustentável, económico e social, e a inversão do despovoamento do território como condição fundamental para a preservação da paisagem, dos ecossistemas e da biodiversidade.
De acordo com esta visão foram definidos os objetivos estratégicos e os enfoques temáticos da EDL:
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OBJETIVOS ESTRATÉGICOS: |
ENFOQUES TEMÁTICOS: |
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OE1 – Promover o desenvolvimento económico do território assente na digitalização, inovação e qualificação;
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ET1: Desenvolvimento económico assente na digitalização, na inovação e qualificação |
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OE2 – Fomentar a adaptação às alterações climáticas e promover a sustentabilidade dos recursos;
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ET2: Alterações Climáticas e Sustentabilidade de Recursos |
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OE3 – Favorecer o equilíbrio demográfico, a qualidade de vida, a inclusão e a inovação social;
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ET3: Qualidade de Vida, Inclusão e Inovação Social |
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OE4 – Promover a coesão interna, a competitividade externa, a dinamização e cooperação em rede.
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ET4: Coesão interna, Competitividade externa, dinamização e cooperação em rede |
Consulte a Estratégia de Desenvolvimento Local (EDL) TAGUS 2027 – Valorizar o Ribatejo Interior:
Macro EDL (resumo) | Plano de Implementação da EDL
