O concurso aos apoios da linha D 1.1.1.1. “Pequenos Investimentos na Exploração Agrícola” da TAGUS recebeu 44 candidaturas, que representam um investimento no Ribatejo Interior de cerca 1,5 milhões de euros e solicitam um apoio que se aproxima dos 800 mil euros. Este aviso dispõe de uma dotação de pouco mais de 300 mil euros, o que evidência a elevada procura da região por este instrumento de apoio ao investimento agrícola.
O primeiro concurso da TAGUS, no âmbito do DLBC, do PEPAC no Continente, cofinanciado pelos Fundos Europeus Agrícolas, registou uma adesão muito significativa por parte dos agricultores de Abrantes, Constância e Sardoal. No total, até 15 de dezembro, foram submetidas 44 candidaturas, que representam um investimento global de 1.457.210,17 euros nas explorações agrícolas da região. O montante de apoio solicitado ascende a 768.123,25 euros, valor que ultrapassa mais do dobro da dotação financeira disponível, fixada em 310.016,20 euros.
Os projetos apresentados incidem maioritariamente na olivicultura, com 14 candidaturas, seguindo-se a produção de outros frutos em árvores e arbustos, com nove candidaturas. Há, ainda, pedidos de apoio na pecuária, com sete candidaturas, nomeadamente na criação de ovelhas, mas também de cabras e equinos. Foram igualmente apresentadas quatro candidaturas na área dos frutos secos, três na viticultura, três na produção de hortícolas, raízes e tubérculos, e duas noutras culturas permanentes, evidenciando a diversidade do tecido agrícola do território.
As candidaturas encontram-se de momento em fase de análise por parte da TAGUS, sendo avaliadas de acordo com a Valia Global da Operação, que valoriza, entre outros fatores, o alinhamento com a Estratégia de Desenvolvimento Local da TAGUS, com setores agrícolas prioritários, como o olival, os hortofrutícolas e a vinha, bem como a existência de pequenos ruminantes, como ovelhas e cabras. A integração nos condomínios de aldeia no Ribatejo Interior constitui, também, um fator de majoração.
São, ainda, valorizados os projetos que integrem investimentos em tecnologias para o uso eficiente da água, soluções digitais, a integração dos agricultores em organizações ou cooperativas de produtores certificadas, bem como a aposta em energias renováveis, no modo de produção biológica ou em produtos com denominação de origem protegida (DOP) ou indicação geográfica protegida (IGP).
Após a análise e hierarquização das candidaturas, e atendendo a que o montante de apoio solicitado excede largamente a dotação financeira disponível para os “Pequenos Investimentos na Exploração Agrícola”, a TAGUS poderá solicitar reforço da verba desta medida, que têm o objetivo de estimular o investimento nas explorações agrícolas, permitindo a melhoria da sua capacidade produtiva, da viabilidade económica e da sua eficiência, promovendo a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias adequadas à escala local. Ou, em alternativa, aprovar projetos sem dotação orçamental.
A quantidade e diversidade das candidaturas demonstram a dinâmica do setor agrícola no Ribatejo Interior e confirmam a importância do DLBC enquanto instrumento de proximidade, ajustado às necessidades reais do território e à promoção de uma agricultura mais competitiva, sustentável e resiliente.